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sexta-feira, 29 de abril de 2011

ALEITAMENTO MATERNO - UMA PROVA DE AMOR!


Segundo a Organização Mundial da Saúde, o aleitamento materno é importante até os 2 anos de idade ou mais e deve ser o único alimento até os 6 meses. Após completar 6 meses de vida, além de leite materno, a criança necessita receber outros alimentos. A nutrição adequada nos primeiros anos de vida é fundamental para que a criança desenvolva plenamente seu potencial humano, proporcionando a prevenção de doenças e possibilitando um crescimento físico e mental adequados.

VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO
  • Qualidade: é nutricionalmente superior a qualquer alternativa
  • Afeto: estabelece um forte vínculo entre mãe e filho, muito superior ao vínculo durante o fornecimento de mamadeiras
  • Economia: com aleitamento exclusivo não há necessidade de gastar dinheiro comprando outros alimentos
  • Segurança: como o leite materno não é manipulado há menos riscos de contaminação alimentar para o bebê
  • Proteção: o leite materno protege contra doenças infecciosas e diminui o risco de alergias
  • Digestão: são mais facilmente digeridos do que os leites preparados
  • Desenvolvimento: promove o desenvolvimento mandibular e dos dentes e reduzem os riscos de superalimentação
  • Proteção para as mães: amamentar diminui os riscos de câncer de mama em mulheres que amamentam por mais tempo; ainda, a mãe que amamenta emagrece mais rápido.
Além disso, possuem uma ótima fonte de cálcio, de vitamina B1 e B2, fósforo, magnésio e aminoácidos essenciais.

DICAS PARA AMAMENTAR TRANQUILAMENTE
  • Não se preocupe, desfrute: muitas mães acreditam que a quantidade de leite é inadequada, mas ela não é! O fato da criança sentir fome poucas horas após mamar ocorre porque o leite materno é de fácil digestão, já que é um alimento feito “sob medida” e não “pesa” no estômago quanto os outros leites. Isso é normal e não significa que o leite materno é fraco.
  • Mantenha a posição certa: repare se o bebê pegou o seio de maneira correta. A criança deve estar ao lado da mãe, a cabeça dela literalmente de frente para o bico, e horizontalmente em relação ao chão.
  • Verifique o encaixe: outra dica importante é assegurar-se de que o bebê põe uma boa parte do bico do seio na boca. Os dutos que descem das glândulas mamárias dilatam-se sobre a aréola, e o bebê, literalmente, tem de massagear essa área com a língua para trazer o leite, iniciando o fluxo.
  • Não faça dietas restritivas durante a amamentação, exceto sob orientação de profissional qualificado. Muitas mulheres querem começar a perder aqueles quilos extras logo após o parto. É importante ter uma alimentação mais variada possível para garantir a qualidade do leite.
  • Beba bastante líquido: como amamentar faz com que sinta mais sede, você provavelmente verá que precisa beber mais líquidos do que antes.
  • Evite tomar cafeína (café, chocolate, chás preto ou mate ou refrigerantes a base de cola): tente beber apenas água e suco de fruta natural. O consumo elevado de cafeína pode tornar o bebê inquieto e agitado, além de provocar cólicas no mesmo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O QUE SÃO FITOTERÁPICOS?

Fitoterapia
Hoje muito se estuda e discute a respeito dos Fitoterápicos. Segundo a resolução do CFN 402/2007  fica regulamentado a prescrição destes pelo nutricionista, desde que seja na forma in natura fresca ou como droga vegetal nas suas diferentes formas farmacêuticas, como por exemplo em pó, cápsulas, gotas, chás e demais formas encontradas no mercado.
A fitoterapia possui uma grande interface com a Nutrição, uma vez que as plantas são comumente ingeridas nas mais diversas formas e apresentam finalidades terapêuticas e bioativas. Na prática clínica da nutrição, os fitoterápicos têm colaborado para melhora de quadros clínicos diversos.
Mas o que é fitoterapia?
A palavra Fitoterapia deriva do termo “phyton” que significa vegetal e  “therapeia” que significa terapia. Desta maneira se caracteriza pela terapêutica que usa as plantas medicinais nas diferentes formas farmacêuticas. Segundo a resolução acima citada, fitoterapico é o produto obtido empregando-se exclusivamente matérias-primas ativas vegetais, que tenham conhecimento da eficácia e possíveis riscos do seu uso.
E o que são as plantas medicinais?
É todo e qualquer vegetal que possui, em um ou mais órgãos (folhas, caule, flores, raízes ou frutos), substâncias que podem ser utilizadas com fins terapêuticos.
Conheça alguns principais fitoterápicos e suas indicações.
Alho: utiliza-se o bulbo, sua indicação é no tratamento de hipercolesterolemia e expctorante;
Picão: muito utilizado pelas nossas avós no tratamento da icterícia. Realmente possui essa propriedade, utilizando-se as folhas na forma de chá. Não consumir na gravidez;
Capim santo: utiliza-se suas folhas em quadros leves de insônia e calmante suave;
Anis estrelado: seu fruto é utilizado como expectorante na forma de chá, porém não deve ser consumido por gestantes;
Camomila: suas flores são indicadas para o tratamento de quadros leves de ansiedade e calmante suave, além de atuar nas cólicas intestinais;
Espinheira santa: utiliza-se como infusão as suas folhas nos distúrbios da digestão como azia e gastrite, entretanto não deve ser consumido por gestante;
Melissa ou erva cidreira e maracujá: reconhecidos por sua propriedade calmante, entretanto não é indicado para pessoas com hipotiroidismo;
Guaraná: muito utilizado pela sua propriedade estimulante, sua semente quando triturada torna-se pó, porém não deve ser indicado para pessoas com ansiedade, hipertensão e problemas cardíacos;
Erva doce: seus frutos são indicados para distúrbios gastrointestinais, cólicas e como expectorante;
Romã: na casca é que contém a substância com propriedades de combater inflamações e infecções da mucosa da boca e faringe;
Esses fitoterápicos são utilizados com muita frequência na medicina popular, nossas avós, mães e tias com seus conhecimentos e experiência de vida fazem o uso de tais plantas. Entretanto, para fazer o tratamento com fitoterapicos é importante que tenha o acompanhamento de um profissional de saúde uma vez que possuem propriedades farmacológicas e em alguns casos efeitos adversos à saúde. Portanto não deixe de consultar seu nutricionsita e tire suas dúvidas a respeito dos fitoterápicos.

O QUE SÃO SUPLEMENTOS ALIMENTARES?

Suplementos Alimentares
Suplementos são na maioria das vezes vitaminas, minerais e aminoácidos que complementam a alimentação. Importante para pessoas com carências nutricionais e também para praticantes de atividade física ter um melhor desempenho ou repor perdas nutricionais durante essa prática.
Atualmente, no ritmo de vida que vivemos, perdemos muitos nutrientes com estresse, falta de tempo de preparar alimentos saudáveis ou mesmo pelo consumo exagerado de produtos industrializados. Com isso os suplementos passam ser necessários no dia a dia, com prescrição médica ou de nutricionistas.
Mas o que é perigoso é comprar suplementos por conta própria e sair utilizando vários produtos juntos sem nenhuma orientação profissional. Suplementos parecem ser inofensivos, mas dependendo da quantidade ou do componente podem ter conseqüências desagradáveis.
Nessa sessão do site iremos explicar os efeitos de cada componente dos suplementos, com objetivo de compartilhar informações com os leitores para saberem o efeito no organismo de cada um deles. Mas lembre-se que nenhum suplemento substitui uma alimentação saudável. Como o próprio nome diz, ele vem para suplementar à alimentação. Terá um melhor resultado associado com hábitos de vida saudáveis.

Tipos de Suplementos:

Suplementos Hipercalóricos

São suplementos que possuem um valor energético alto. Esses suplementos são compostos por carboidratos e aminoácidos essenciais, ou seja, aminoácidos que não produzimos no nosso organismo.
Suplementos Hiperproteicos/aminoácidos

São suplementos proteicos

Possuem compostos de aminoácidos essenciais ao nosso organismo que ajudam na formação de músculos.

Suplementos Termogênicos

Ajudam no aumento do metabolismo. Contribuem na perda de peso e gordura corporal.

Suplementos Antioxidantes

Rico em nutrientes antioxidantes, ajuda na limpeza do organismo. Quem pratica muita atividade física acaba liberando muitos radicais livres no organismo que são responsáveis pelo envelhecimento precoce ou mesmo que levam a doenças como o câncer. Esses antioxidantes ajudam na eliminação desses radicais livres.

Suplementos Polivitamínicos e Minerais

Para pessoas que necessitam complementar vitaminas e minerais no dia a dia.

Suplementos Hormonais

São substâncias que estimulam a produção de hormônios. Muito cuidado no seu consumo porque hoje em dia nas academias são muito comercializados. Sempre é necessária uma avaliação médica para analisar necessidade de utilizá-los.

DIET X LIGHT

Você sabe a diferença entre um alimento Diet e Light? Entender essas diferenças são fundamentais para pacientes diabéticos, pré-diabéticos, pessoas que estão em tratamento de emagrecimento e mesmo para pessoas que querem manter o seu peso. Nesse artigo vamos ver quais são elas.
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Diet: São produtos que há eliminação de um ou mais ingredientes da fórmula original, ou seja, são aqueles cuja composição atende às necessidades físicas, metabólicas, fisiológicas e/ou doenças específicas. Por isso, um alimento Diet não significa necessariamente que tenha menos calorias. Nesses casos estão incluídas as dietas com restrição de açúcar, sal, colesterol, gorduras, proteínas, glúten, entre outras. São indicados para pessoas que tenham restrição de consumo de algum ingrediente, como por exemplo, pessoas diabéticas que não podem ingerir açúcar, e os hipertensos que não devem comsumir muito sal.  Produtos diet que excluem sacarose podem ter compensações de gorduras para conservar sua consistência e sabor, como os chocolates, que aumentam muito sua densidade calórica quando comparados aos não-dietéticos. Outros podem excluir sacarose (açúcar refinado), mas substituí-la por frutose, também capaz de aumentar as calorias da alimentação diária do diabético, como por exemplo as geléias dietéticas, principalmente as importadas. Frutas desidratadas deverm ser consumidas em quantidades moderadas, primeiro porque possuem frutose, que favorece o aumento rápido da glicemia; segundo porque o processo de desidratação, por diminuir o volume das frutas, aumenta seu consumo. Os carboidratos estão presentes em cerca de 60%, na maioria dos achocolatados diets.
Produtos diet produzidos no Brasil podem apresentar no rótulo das embalagens as seguintes expressões: “sem”, “zero”, “não contém”, “não possuem”, etc.
light
Light: Nos alimentos Light há redução mínima de 25% na quantidade total de um ou mais ingredientes, o que não significa que um alimento light tenha mais calorias que o diet, já que depende de qual nutriente teve sua quantidade diminuida, por exemplo, açúcares, gordura saturada, gorduras totais, colesterol e sódio comparados com o produto tradicional ou similar de marcas diferentes.  No caso do Sódio, por exemplo, no que se refere ao valor calórico, que é no caso mais comum, o valor total da redução dever ser, no minimo, de 40 calorias para cada 200g de alimento e para os líquidos no mínimo 20 calorias para cada 100ml. O alimento light é recomendado para pessoas que querem perder peso (emagrecer).
Pães, biscoitos e outras massas, tanto diets quanto lights, apesar de estamparem no rótulo a ausência de açúcar, acrescentam calorias à dieta. Ou seja, esses alimentos são mais seguros para diabéticos quando contêm fibras. O produto no qual o alimento é comparado deve ser indicado no rótulo.
Portanto, com a retirada ou redução de algum nutriente, o alimento pode apresentar uma diminuição de calorias, e os consumidores que desejam emagrecer deve estar atento à tabela nutricional dos alimentos, que é obrigatória para estes produtos, e verificar se essa redução é significativa e justificativa para a substituição do alimentos convencional pelo diet ou light, que contumam ser mais caros que os convencionais.
Lembre-se, estar sempre atento ao rótulo do alimentos, e sempre que necessário, procure um Nutricionista para esclarecer suas dúvidas.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

OBESIDADE INFANTIL - Um problema sério!

 É comum os pais desejarem que seu filho seja um "bebezão" cheio de dobrinhas, gordinho o bastante. Alguns bebês são gordinhos só de mamar no peito. Mas, o normal é que essas crianças "gordinhas" ao começarem a engatinhar e a andar percam o excesso de peso devido ao progressivo gasto energético com as suas atividades físicas. O problema reside nos casos em que a criança depois de 1 ano de idade não consegue deixar de ganhar peso excessivamente e, então, com dois a três anos de idade, o excesso de peso naquela criança, ao invés de agradar, passa a incomodar pais, familiares e à própria criança. E todos aqueles que elogiavam aquela criança passam a dizer que um "regime" agora seria necessário. 
O número de crianças obesas tem crescido nos últimos anos e os pais precisam alertar para as consequências danosas provocadas pela obesidade infantil. É preciso alertar para o fato de que é em torno dos dois anos e meio que se definem o número de células gordurosas de uma pessoa adulta. Por exemplo, uma criança com excesso de peso possui um maior número de células gordurosas que uma criança com peso normal e, na fase adulta, aquele que tiver um maior número de células gordurosas terá uma maior dificuldade em se manter magro, pois essas células, por serem numerosas, deverão conter pouca gordura dentro delas. Por outro lado, aquele que possuir um menor número de células gordurosas, mesmo que em uma determinada época da vida venha a engoradar, não será um indivíduo obeso, uma vez que possui poucas células que armazenam gordura.
Sem controle, a obesidade infantil pode ser fatal. É um mal que provoca, ainda na infância, problemas de coluna, nas articulações, fere a auto-estima e leva à rejeição social. Ao atingir a fase adulta pode surgir diabetes e, segundo estudos realizados no mundo inteiro, a obesidade também está ligada a vários fatores de risco para doenças do coração como: hipertensão arterial, colesterol e triglicerídeos elevados entre outros. Para saber mais sobre os riscos da obesidade leia, nesta edição,  O coração do obeso.
 
Aterosclerose começa na infância
A aterosclerose é uma doença lentamente progressiva que se inicia na infância, mas não se manifesta até a idade adulta ou meia idade. Nas artérias de uma criança de dez anos de idade já podem ser observadas estrias gordurosas que podem, na idade adulta, progredir até uma placa gordurosa endurecida que, por sua vez, pode levar a uma lesão mais grave comprometendo o fluxo de sangue naquela artéria, ocasionando: infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ("derrame", isquemia), gangrena das extremidades (pés) e aneurismas, a depender da localização da artéria comprometida.
 
Sedentarismo: a falta de disciplina
A vida moderna  tem criado condições para o desenvolvimento de obesidade em crianças na medida em que, os pais impedem seus filhos de saírem de casa por causa da violência nas ruas. Desta forma, as crianças não podem correr nas praças, andar de bicicleta e participar de outras brincadeiras de criança, ou seja, não queimam calorias. As crianças ficam em casa, dentro de seus quartos, sentadas ou deitadas na cama, jogam video-game, navegam pela internet, assistem vídeos ou estão ligadas nos canais da TV.
Uma pesquisa revelou que 26% das crianças americanas, numa amostra de 4000 crianças estudadas entre 8 e 16 anos, passava 4 ou mais horas em frente à televisão diariamente. Esta pesquisa relacionou o hábito de ver TV com a obesidade infantil. 
É necessário que os pais monitorem melhor as atividades de seus filhos, impondo horários para se dedicarem às diversas atividades, inclusive à prática de esportes.
 
O que fazer ?
Especialistas afirmam que a obesidade infantil pode ser revertida se forem adotadas algumas estratégias:
Cortar calorias nas refeições - os pais não devem superalimentar seus filhos à mesa. Se o cardápio é sempre muito calórico, talvez seja hora de repensar os hábitos alimentares da família em benefício da criança. Estudos comprovaram que os hábitos alimentares dos pais contribuem para o desenvolvimento da obesidade em crianças em idade escolar. 
Limitar os lanchinhos - os pais não devem forçar seus filhos a comerem frutas e vegetais, ao invés disso, eles devem limitar a oferta de "guloseimas" em seus armários. A criança dificilmente aceitará frutas ao ter biscoitos e outras massas ao seu alcance.
Limitar Fast-foods - os pais devem reduzir gradativamente as saídas para lanchonetes e outros fast-foods.
Introduzir atividades físicas - a atividade física é indispensável para a criança queimar calorias reduzindo seu excesso de gordura.
Redução do tempo de TV - Estudos têm mostrado a relação direta entre assistir TV e a obesidade infantil.
Amamentação - bebês que mamam no peito têm menor risco de se tornarem obesos.

Os perigos das dietas da moda!

Constantemente cardápios e regimes para emagrecimento rápido, como as chamadas dietas da moda, são divulgados pela mídia em geral e imediatamente adotados por milhares de pessoas. Normalmente essas dietas eliminam o consumo de determinado grupo alimentos e exageram na ingestão de outros. Essas “receitas milagrosas” carecem de comprovação cientifica e, ao contrario do que prometem, podem representar riscos para a saúde ou resultar em alguns quilinhos extras. São muitos os prejuízos causados por regimes de emagrecimento realizados sem adequada avaliação e constante acompanhamento medico ou nutricional.
Deficiência nutricional
☺ A variedade de alimentos nas devidas proporções e fundamental para quem quer perde peso. Dietas a base apenas de carboidratos ou de proteínas, ou mesmo de fibras ou só de líquido, são prejudiciais a saúde, porque isoladamente esses grupos alimentares não são capazes de oferecer todos os nutrientes de que o organismo necessita.
☺As dietas liquidas, por exemplo, possuem poucas calorias e nutrientes, podendo ocasionar tonturas e indisposição, alem de retardar o metabolismo. Por sua vez, consumir apenas fibras pode interferir na absorção de alguns nutrientes, como os sais minerais.
Efeito sanfona
☺Caracteriza-se pela perda de peso num primeiro momento e sua recuperação algum tempo depois. E comum nas dietas que prometem emagrecimento rápido sem equilíbrio adequado de nutrientes, como as dietas da moda. Isso ocorre porque, durante o regime, alem de eliminação de gordura, há perda de massa muscular.
☺ Com a perda de tecido muscular, as necessidades de energia diminuem. Assim ao interromper o regime, a pessoa volta a engordar, podendo ganhar mais peso do que havia perdido com a dieta.
Excesso de gorduras e proteínas.
☺Vários são os riscos de consumo exagerado desses nutrientes. A ingestão de muita proteína e gordura pode resultar em aumento nos níveis de colesterol e triglicerídeos e ate facilitar o aparecimento de doenças graves ou fatais, como infarto e derrame.
☺ O fígado e os rins podem ser sobrecarregados, uma vez que também atuam na metabolização da proteína.
☺ A insuficiência de fibras (frutas, verduras e legumes), comum em dietas a base de proteínas e gorduras, e prejudicial. Pode alterar o bom funcionamento do intestino e, o mais grave, facilitar o aparecimento de câncer.
Falta de carboidratos
☺ Nutrientes responsáveis pelo fornecimento de energia, o carboidrato e normalmente banido das dietas que estimulam o emagrecimento rápido a qualquer custo, pois e tido como o vilão do excesso de peso. Porem, a ausência de carboidratos no cardápio pode diminuir a quantidade de seretonina, substancia produzida no cérebro com a função de regular o apetite e a saciedade. A queda de seretonina pode levar a compulsão alimentar e ao aumento da ansiedade, dificultando ainda mais o processo de emagrecimento.

sábado, 23 de abril de 2011






A saúde começa no Prato!!

Nutrição na Adolescência


A adolescência é a fase de transição entre a infância e a vida adulta. Este período é marcado por muitas mudanças físicas, mentais, emocionais, comportamentais e sociais.
As mudanças físicas ocorrem, principalmente, devido à maturação sexual e ao estirão puberal. O aumento da produção de hormônios causa mudanças no tamanho, forma e composição corporal. Há em média um ganho de 25% da estatura final e de 50% do peso final, que se deve principalmente ao aumento da massa magra (ANJOS, VEIGA, CASTRO, 1998). Os órgãos, como o coração e os pulmões, também aumentam de tamanho.
Todas estas mudanças levam a um aumento das necessidades nutricionais, que variam de acordo com a idade, tamanho corporal, sexo, desenvolvimento puberal e atividade física. Neste período de vida, ocorre uma elevação da necessidade protéica, devido ao aumento da massa muscular e à maturação sexual. Essa necessidade aumentada é facilmente atingida pelos jovens, que chegam na maioria das vezes ingerem bastante alimentos fonte de proteína (CIAMPO. e TOMITA, 2007).
O cálcio também é de grande importância. Nesta fase, é adquirida a maior parte da massa óssea, pois os hormônios do crescimento e os hormônios sexuais, que estão elevados, atuam positivamente na mineralização óssea. As meninas devem aproveitar esta fase para prevenir deficiências neste mineral, no período do climatério - evitando assim a osteoporose. A recomendação do consumo de alimentos fonte deste mineral é de três porções de leite ou derivados por dia.
O ferro também merece atenção especial já que nesta fase da vida, ocorre uma elevação das necessidades devido à expansão do volume sanguíneo, decorrente do aumento da massa muscular. Vale ressaltar que as meninas sofrem perdas menstruais desde o inicio da puberdade; a carne vermelha é uma das melhores fontes deste mineral. Recomenda-se adicionar fontes de vitamina C nas refeições (como suco de laranja ou limão), a fim de aumentar a absorção do ferro.
Outros nutrientes importantes são: o zinco, presente em carnes e vísceras, que proporciona um crescimento adequado, e a vitamina A, encontrada na cenoura, mamão, manga, abóbora e espinafre, que atua no crescimento e amadurecimento dos tecidos (CIAMPO. e TOMITA, 2007).
Estas necessidades aumentadas, em geral, acabam não sendo supridas, pois o estilo de vida adotado pelos jovens, não condiz com hábitos alimentares saudáveis. O estilo de vida do adolescente sofre muitas influências do convívio familiar, dos amigos, da mídia entre outros. O consumo alimentar adotado nesta fase apresenta sérias implicações no crescimento, na promoção de saúde a longo prazo, e no desenvolvimento do comportamento alimentar durante a vida adulta (TORAL, ET AL, 2006).
Adequar os hábitos alimentares dos adolescentes se torna uma tarefa difícil, pois apenas saber os alimentos adequados não basta. É necessário se aproximar da realidade sócio familiar do adolescente e levar em consideração suas características individuais para criar alternativas criativas e saudáveis que cativem esse público e assim auxiliá-los a conquistarem hábitos saudáveis.

Referências bibliográficas
Ciampo, I.R.L.D. e Tomita, I. Nutrição do adolescente. In: Monteiro, J. P. e Júnior, J. S. C. Nutrição e Metabolismo, Caminhos da Nutrição e Terapia Nutricional. Da concepção à Adolescência. Ed. Guanabara Koogan, 2007
Toral, N, Slater, B., Cintra, I. P., Fisberg, P. Comportamento alimentar de adolescentes em relação ao consumo de frutas e verduras. Rev. Nutr. Campinas, v.19, n.3,  maio/jun., 2006.
Anjos, L. A., Veiga, G. V. e Castro, I. R. R. Distribuição dos valores do índice de massa corporal da população brasileira até 25 anos. Revista Panamericana de Saúde Pública, Washington,  vol. 3, n. 3 Mar., 1998.

Ácido Úrico - Gota


Hiperuricemia é um distúrbio metabólico das purinas, no qual aparece excesso de ácido úrico no sangue e estes são depositados nas pequenas articulações, cuja doença é chamada Gota. Esta deposição pode causar destruição dos tecidos articulares levando à artrite crônica.
Com a progressão da doença os sintomas ocorrem mais freqüentemente e de modo mais prolongado. Uma lesão trivial ou um exercício além do habitual pode desencadear os episódios de inchaço e dor nas articulações ,e surgem questões com as crises, relacionados aos excessos de alimentação, bebida ou exercício.
A obesidade geralmente, está associada a este distúrbio. O jejum ou uma dieta pobre em carboidratos, pode também, precipitar uma crise.
Uma vez que o metabolismo das purinas está alterado, recomenda-se evitar os alimentos extremamente ricos nesta substância, afim de evitar estresse metabólico e auxiliar o tratamento mesmo com a necessidade de medicação.
Os alimentos permitidos são :
  • Cereais e derivados
  • Leite e derivados
  • Vegetais exceto aspargos, cogumelos, ervilhas, espinafre, feijões e lentilhas que devem ser usados com moderação (1 porção - 1/2 xícara) por dia ou 5 dias na semana (dependendo da condição)
  • Frutas
  • Manteiga ou margarina
  • Pão branco, biscoitos
  • Café, chá, chocolate
  • Sobremesas gelatinosas, sorvete
  • Condimentos
Os alimentos que devem ser consumidos moderadamente são :
  • Peixes (1 porção semanal )
  • Aves (1 porção pequena de aproximadamente 80 gramas a cada dia)
  • Carne de boi (1 porção pequena de aproximadamente 80 gramas a cada dia)
  • Ovo ( 3 unidades semanais )
  • Leguminosas ( grãos de feijões , 1/ xícara diária )
Os alimentos proibidos são :
  • Caldo de carne em tabletes
  • Consomé
  • Anchova, Mexilhões, Sardinhas
  • Coração, Rins, Fígado
  • Peru
  • Alimentos fermentados
  • Bebida alcóolica, principalmente cerveja
  • Molho de tomate

Alimentos Funcionais

O que são alimentos funcionais?
São aqueles alimentos que contêm substâncias ou nutrientes que forneça beneficio à saúde, seja como prevenção ou tratamento de doenças.
De maneira geral, os alimentos funcionais são considerados promotores de saúde e podem estar associados com a diminuição dos riscos de algumas doenças crônicas.

Como isso pode ocorrer?
Isso ocorre porque em sua composição são encontrados compostos bioativos, capazes de atuar como moduladores dos processos metabólicos, prevenindo o surgimento precoce de doenças degenerativas. Dessa forma, está cada vez mais claro, que existe uma relação entre os alimentos que consumimos e nossa saúde.

Onde são encontradas essas substâncias bioativas?
Essas substâncias são encontradas em hortaliças, grãos e leite fermentado. Essas substâncias também apresentam funções antioxidantes e/ou reguladoras presentes nos pigmentos ou outros compostos químicos de sua composição.

Como podemos classificar os alimentos funcionais?
Os alimentos funcionais são classificados da seguinte maneira:
Alimentos geneticamente modificados em algum nutriente para desempenhar alguma função fisiológica específica, com benefícios sobre à saúde.
Matéria – prima de origem vegetal
Alimentos processados sem adição de ingredientes
Alimentos processados com ingredientes adicionados, sendo este último grupo muito questionado, com muitos autores preferindo classificar essa gama de produtos como fortificados ou enriquecidos e não como funcional.
O que são fitoquímicos?
No organismo humano possuem a capacidade de ativar o código genético na emissão de células de alta potencialidade de energia biológica, causada pela ação na eletrofisiologia humana, redistribuindo a energia biológica fabricada pelo corpo. Ajudam a incrementar a energia no núcleo das células, de maneira que possam funcionar com maior eficiência contribuindo na restauração de moléculas que estruturam o corpo.
O processo de ativação é o resultado de combinações exclusivas e balanceadas de micronutrientes extraídos das células vegetais vivas.
Serão apresentadas a seguir algumas substâncias consideradas funcionais:
substância funções fontes alimentares
ÁCIDOS GRAXOS MONO-INSATURADOS
Efeito protetor sobre cânceres de mama e de próstata
azeite de oliva
ÔMEGA – 3: Efeito protetor de doenças cardiovasculares
Evita a formação de coágulos sanguíneos na parede arterial
Diminui a pressão sanguínea
Aumenta o HDL plasmático (colesterol bom) e reduz o colesterol LDL (ruim)
Pode diminuir a quantidade de triglicérides no sangue
Peixes de água fria e frutos do mar.
ÔMEGA – 6: Efeito protetor para as doenças cardiovasculares. óleos vegetais, como azeite, óleo de canola, milho e girassol, bem como nas nozes, soja e gergelim
FITOESTERÓIS Age precipitando o colesterol dietético presente no intestinopode colaborar a redução da absorção do colesterol.
Têm propriedade de auxiliar no controle de alguns hormônios sexuais e, eventualmente aliviar os sintoma de TPM por atenuar a queda de estrógeno que ocorre nesta fase
Óleos vegetais, cremes vegetais com adição desta substância, legumes, gergelim, e semente de girassol
FITOESTRÓGENOS
isoflavona
(genisteína e a daidzina)
Menor incidência de doenças cardiovasculares
Câncer de mama
Câncer de próstata
Osteoporose
Soja
Inhame
Antocianinas (flavonóides) Possuem propriedades anti-carcinogênicas, anti-inflamatórias e anti - alérgicas cerejas, jambolão, uvas, vinho, morangos, amoras vermelhas, uvas, vinho, berinjelas entre outros
Antoxantinas (flavinóides) Possuem propriedades anti-carcinogênicas, anti-inflamatórias e anti - alérgicas batata e repolho branco
CAROTENÓIDES Essenciais para a visão, diferenciação das células, desenvolvimento embriológico e outros processos fisiológicos, e ainda possuem ação estimulante ao sistema imunológico, inibem a mutagênese e protegem contra a oxidação e contra doenças cardiovasculares Cenoura, abóbora e mamão
LICOPENO Reduz a concentração de radicais livres
Previne o ataque cardíaco por impedir a oxidação de LDL
Tomate, melancia
FIBRAS SOLÚVEIS Absorvente sobre os ácidos e sais biliares que atenuam a velocidade de absorção de diversos nutrientes, entre eles a glicose e o colesterol
Algumas frutas, vegetais, leguminosas
( feijão, lentilha )
FIBRAS INSOLÚVEIS Como celulose e lignina, por não serem digeridos favorecem o bom funcionamento dos intestinos, aumentando o volume fecal, e atualmente sendo citados como fator importante na redução de incidência de câncer de intestino (cólon). cascas de cereais

A Criança e o FastFood


A mania de comer rápido, fácil e gostoso, proveniente dos costumes americanos, faz atualmente parte do cotidiano de muitas crianças no Brasil. Com inúmeras opções como hambúrgueres, batatas assadas e recheadas, massas e pizzas, os fast foods, apesar de serem uma opção rápida e gostosa, pode constituir excesso de gordura na alimentação, e predispor a criança à erros alimentares e até à obesidade.

Piramide Alimentar

20 Dicas para Emagrecer com Exercício


Regras básicas:
1. Nunca esqueça que o carboidrato deve fazer parte de pelo menos 60% da maioria das refeições do dia, (desjejum e almoço) pois é fonte de energia e ativador metabólico;
2. Mantenha também a ingestão de alimentos fontes de proteína em todas as refeições: desjejum: leite, ou derivados, peito de peru ou ovos; almoço e jantar: carnes em geral, ovos, ou outros. A proteína fornece os aminoácidos, essenciais para uma boa recuperação das fibras musculares após os esforços físicos;
3. As frutas, verduras e legumes também devem estar presentes na maioria das refeições, para a oferta de vitaminas e minerais, perdidos com facilidade durante o exercício;
4. A boa hidratação e a adequada reposição com alimentos (sempre na primeira hora após o exercício) farão com que o músculo se recupere mais rapidamente, ganhe disposição e acelere o metabolismo, para inclusive, queimar gordura no repouso;
5. Nunca se exercite em jejum, nem deixe um intervalo maior que 4 horas da última refeição até a hora do exercício, tome inclusive água de côco ou gatorade antes, durante e após o exercício;
6. O fracionamento correto da dieta fará com que seu metabolismo aumente pelo menos 20%, com isso você pode perder gordura até mesmo sem restrição calórica;
7. Aumente o consumo de fibras, alimentos integrais ( arroz, pão, lentilha, feijão), folhas, frutas com cascas comestíveis e também o bagaço, e os vegetais em geral;
8. Evite o uso de laxantes e diuréticos pois eles promovem uma perda excessiva de líquidos, podendo assim, causar desidratação. Esta não é uma forma saudável de emagrecimento. A curto prazo, o uso destes produtos podem até causar uma sensação de perda, porém, esta perda não está relacionada àquela gordura excedente, e sim, a perda de líquidos. O correto é ingerir uma refeição equilibrada que proporcione bom funcionamento de todos os órgãos;
9. Alimentos diuréticos podem ajudá-lo a não reter líquido durante o processo de perda de peso, como erva doce, salsão, coentro, berinjela e endivias, alho, limão, noz-moscada, cebola, salsa, hortelã, abacaxi, melancia e maracujá;
10. Evite o consumo excessivo de carboidratos à noite, ou seja : massas , pães, frutas e doces. Durante a noite estamos mais próximos ao nosso metabolismo de repouso, necessitando assim, de uma menor quantidade de energia. A ingestão excessiva de carboidratos neste período proporciona um aumento das reservas de gordura, fato indesejável para as pessoas que querem perder ou manter o peso. É importante que o jantar sempre seja uma refeição menos farta que o almoço;
11. Para desfrutar dos prazeres de refeições em restaurantes, escolha sempre uma única opção (entradas, ou pratos elaborados com molhos, cremes e recheios ou bebidas alcoólicas ou sobremesas). Desta forma você não estará abandonando totalmente a dieta e com certeza não vai recuperar os quilos eliminados;
12. Mastigue bem os alimentos. Esse processo permite que a chegada do alimento ao estômago seja lenta, o que implica em maior tempo para o órgão enviar uma mensagem de saciedade para o cérebro diminuindo a vontade de comer mais, ou seja, muitas vezes o excesso.
13. Beba no mínimo 2 litros de água por dia; pois ela hidrata o corpo, ajuda na eliminação de toxinas e gorduras pelos rins e auxilia no tratamento da celulite e flacidez. Além disso, "engana" o estômago dando a sensação de saciedade;
14. Prefira os queijos brancos. O queijo é rico em proteínas e apresenta teor variado de gordura. A quantidade de gordura pode ser percebida pela cor do queijo. Quanto mais amarelo, maior é seu teor de gorduras;
15. Evite muito líquido durante as refeições. Seu excesso dilui o suco gástrico e distende as paredes do estômago sobrecarregando todo intestino e prejudicando a assimilação dos nutrientes;
16. Evite bebidas alcóolicas durante as refeições. O corpo ficará encarregado de queimar primeiro o álcool, pois este é tóxico ao organismo, enquanto isso, os demais nutrientes da dieta são armazenados nas reservas de gordura;
17. Evite o consumo de calorias vazias (doces, balas, açúcar refinado). O corpo utiliza uma parte como fonte de energia e o restante é acumulado na forma de gordura;
18. Evite o consumo de molhos à base de creme de leite ou maionese. Substitua-os por iogurte light;
19. Evite o consumo de gordura animal. Retire a pele ou gordura aparente das carnes e diminua o consumo de manteiga e ovos;
20. Dê preferência aos assados, cozidos ou grelhados. Cada vez que você frita uma carne (boi, frango ou peixe) ela ganha cerca de 35 calorias extras;

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Alho


Valores Nutricionais
Porção: 100 g
Kcal: 134.0
HC: 29.30
PTN: 5.30
LIP: 0.20
Colesterol: 0
                            Fibras: 1.10

O alho, um dos temperos mais usados no mundo todo, é um vegetal bulboso como a cebola, originário da Ásia e da Europa. Muito usado na medicina caseira, o alho regula a pressão arterial e combate vários tipos de infecção.
Mas seu maior uso está na cozinha, pois contém essências aromáticas que, além de tornarem qualquer prato mais saboroso, estimulam o apetite.
Destaque Nutricional: bom remédio para gripe, previne contra o câncer de estômago e retarda a distenção das artérias.

VITAMINA C


O termo vitamina C é uma denominação genérica para todos os compostos que apresentam atividade biológica de ácido ascórbico. É um cofator para enzimas envolvidos na biossíntese do colágeno, hormônios adrenais, carnitina e de neurotransmissores, participa do processo da inativação de radicais livres e é capaz de regenerar a forma antioxidante da vitamina E (SILVA, 2001). O metabolismo da tirosina é interrompido na ausência dessa vitamina. E ainda, além de aumentar a absorção e utilização do ferro não-heme mesmo na presença de fatores inibidores (fitatos, polifenóis, fosfatos, carbonatos e taninos) nas refeições permite a transformação da forma férrica para forma ferrosa, porém elevada ingestão de vitamina C pode causar depleção de cobre (FRANCO 1998).
Deficiência de vitamina C em gestantes é relacionada ao surgimento de DHEG (doença hipertensiva específica da gravidez) e pré-eclampsia (VITOLO, 2003).
Muitos estudos relatam que a vitamina C atua na proteção da peroxidação lipídica, especialmente do HDL colesterol, apresentando efeito cardioprotetor e inibidor da arterogênese (HILLSTRONS, 2003).
Ingestão de 80 a 120 mg de vitamina C pode reduzir o risco de doenças crônicas não infecciosas. Já os fumantes necessitam de aporte maior que 140 mg/dia (SILVA, 2001), isso porque a vitamina C atua como antioxidante, combatendo os radicais livres que são liberados pelos fumantes, ajudando a prevenir o envelhecimento precoce das células, além de melhorar a circulação sanguínea cardíaca, que é danificada pelo tabagismo.
Em relação á biodisponibilidade, não há diferenças entre as formas naturais e sintéticas. Mas a forma sintética esta relacionada a uma maior produção de radicais ascorbil. Já a forma natural, por estar associada aos bioflavonóides (presente em frutas, verduras e legumes) tem uma formação menor de ácido ascorbil, uma vez que os bioflavonóides reduzem o processo oxidativo (MAHAN & ARLIN, 2002).
Sua absorção ocorre em 80 a 90% na dieta oral, no intestino delgado por transporte ativo, depende da presença de sódio na luz intestinal. Sua excreção é urinária (FRANCO, 1998).
Altas quantidades excessivas ingeridas até o nível de saturação de vários tecidos são excretadas na urina como ácido oxálico; ingestões maiores que 100g/dia levam à eliminação do excesso, como ácido ascórbico ou como dióxido de carbono exalado (MAHAN & ARLIN, 2002).
Os principais efeitos adversos após o consumo elevado de vitamina C são: diarréia osmótica e distúrbios gastrointestinais, aumento da excreção de oxalato e formação de cálculo renal e aumento da excreção de ácido úrico. Sendo assim pacientes com histórico de gota, pedras nos rins ou doenças renais não devem ultrapassar 1g por dia (MAHAN & ARLIN, 2002), exceto sob orientação médica.
Considerando todas as ações bioquímicas e enzimáticas da vitamina C, os sintomas de deficiência incluem: cabelos fracos e quebradiços, hemorragias, fraqueza muscular, gengivites, anemia, falta de apetite, inchaço nas articulações, confusão mental, histeria e até mesmo esquizofrenia (MAHAN & ARLIN, 2002).
O clássico sintoma da deficiência da vitamina C é o escorbuto, afetando o sistema mesenquinal, uma vez que esta substância é fundamental na síntese do colágeno. Este quadro clínico é acompanhado pela redução da concentração de vitamina C no plasma e leucócitos. A incidência desta doença foi diminuída, a partir do século XVII, com a introdução da batata ( vinda da América do Sul) como fonte de vitamina C na dieta alimentar européia. Hoje em dia é uma doença muito rara, porém uma alimentação sem ingestão de verduras e frutas frescas pode causar esta doença. (AZULAY, 2003).
Os alimentos fontes de vitamina C incluem vegetais folhosos, legumes e frutas. Exemplos:

Alimento
Vitamina C (mg/100g)
Acerola
1677,5
Pimentão vermelho cru
190
Goiaba
184
Kiwi
98
Brócolis crú
93,2
Brócolis cozidos
74,6
Maracujá
70
Mamão papaya
61,8
Repolho crú
57
Morango
56,7
Laranja
53,2
A vitamina C é sensível ao calor, luz e oxigênio. Nos alimentos, pode ser parcialmente ou completamente destruída por um armazenamento longo ou pelo cozimento. Dessa maneira, o cozimento dos alimentos deve ser no menor tempo possível, para que não sejam oxidados, e ainda com pouca água, ou no vapor com consumo imediato.
A recomendação diária de vitamina C de acordo com a Recommended Dietary Allowances para população masculina com idade acima de 18 anos é de 90 mg e para a população feminina com idade acima de 18 anos é de 75 mg. Os limites máximos de ingestão de Vitamina C de acordo com as Dietary Reference Intake e ANVISA para homens e mulheres com idade acima de 18 anos são de 2000mg. (DRIs, 2000)
Referências:
SILVA, CRM; NAVES, MMV. Suplementação de vitaminas na prevenção de câncer. Rev. Nutr., Ago 2001, vol.14, no.2, p.135-143
FRANCO, G. Tabela de Composição Química dos Alimentos. 9 ed. São Paulo: Atheneu, 1998.
VITOLO, M.R.Nutrição: da gestação à adolescência. Rio de Janeiro, Reichman & Affonso Editores, 2003.
HILLSTRONS, R.J; AMMONS, AKY; LYNCH, SM. Vitamin C Inhibits lipid oxidation in human HDL. J Nutr2003, 133:3047-3051
MAHAN, K.L.; ARLIN, T.M. Vitaminas. In: KRAUSE, M.V. Alimentos, nutrição e dietoterapia. 10.ed. São Paulo: Roca, 2002. cap.6, p.71103.
AZULAY, M.M.;LACERDA, C.A.M.;PEREZ M.A;FILGUEIRA A.L.;CUZZI L. Vitamina C. An. Bras. Dermatol. V.78 no.3 Rio de Janeiro , 2003
OLIVEIRA, J.E.P; MILECH, A. Diabetes Mellitus: clínica, diagnóstico, tratamento multidisciplinar. São Paulo: Atheneu, 2004